Equipe do MPRN é composta por 10 integrantes
Durante o lançamento do Medida Justa Express, realizado na segunda-feira (8), foram definidas as quatro equipes formadas por 10 participantes cada, sendo duas da Justiça Estadual, uma do Ministério Público Estadual e uma da Justiça Federal. Os integrantes receberam um kit contendo a camisa do projeto, uma braçadeira para smartphone e um copo sustentável, além de uma avaliação nutricional. O primeiro encontro para início das atividades está marcado para o próximo sábado (13).
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A grande diferença da edição deste ano do projeto Medida Justa é a liberdade que os participantes terão para escolher as atividades físicas que mais lhes adéquem, para além da musculação. “Vai ter [atividade física] para todos os gostos. Eles vão poder experimentar várias atividades diferentes e com isso uma delas pode plantar aquela sementinha do prazer e da continuidade”, afirma Mariana Góis, uma das coordenadoras do projeto. Outra novidade deste ano é a chegada de muitos parceiros que estão apostando no sucesso do projeto, o que também é um diferencial para 2019.
“O foco desta edição é na continuidade a essas mudanças promovidas pelo projeto após os 90 dias. O objetivo é fazer com que eles entrem em uma rotina saudável através da atividade física e através de uma dieta adequada e, a partir daí, tomem o gosto, veja o prazer e a qualidade que a atividade física e que a boa alimentação traz”, explica Mariana Góis.
Na sequência, todos se submeteram à bioimpedância e avaliação física da composição corporal, com a medição da massa magra, percentual de gordura e da gordura visceral. Ao final do desafio saudável, quem obtiver melhores resultados de transformação nessa composição corporal vai ser o grande vencedor do Medida Justa Express. Além disso, a equipe que apresentar a melhor mudança conjunta dessa composição será a equipe vencedora.
Para garantir o sucesso do desafio, todos os 40 participantes estarão amparados por vários profissionais multidisciplinares, desde o educador físico ao nutricionista e ao psicólogo, o qual terá a missão de fazer com que os participantes entendam o processo pela qual irão passar e evitem atitudes que impeçam que alcancem seus objetivos, como por exemplo que se alimentem erradamente. A ideia é também que eles se conheçam melhor e que assim deem continuidade a mudança de vida.
Profissionais do projeto
A nutricionista Tatiane Lima é quem vai acompanhar os participantes pelos próximos 90 dias. Ela falou sobre as orientações passadas para eles para que consigam manter os novos hábitos alimentares trazidos pelo “Medida Justa”. A profissional disse que os 40 participantes já passaram por uma consulta nutricional individualizada e que a ideia é que os profissionais consigam fazer com que eles tenham adesão a novos hábitos efetivos, que consigam replicar isso na rotina fora do projeto.
“A ideia é que essa reeducação nutricional não seja apenas associada à restrição alimentar, mas sim na inclusão de novos grupos alimentares, a experimentar outros sabores, tudo adaptado na rotina de cada um, ou seja, pensando na individualidade bioquímica, pois alguns já têm até alguns problemas de saúde”, explicou Tatiane, esclarecendo que o plano alimentar é todo individualizado. A meta é que eles consigam pensar em algo prático, em algo que, na rotina agitada e estressante de cada um, consigam achar prazer nas opções saudáveis.
Ivan Oliveira, profissional de educação física, falou da estratégia que pretende utilizar com sua equipe para que os participantes tomem gosto pela atividade física e abandonem o sedentarismo. Segundo ele, o que se pretende fazer, na verdade, é fazer com que eles entendam a real importância da atividade física.
“A gente acredita que, a partir desse momento, em que eles entendem o que realmente precisa ser feito e o que isso vai trazer de retorno para a saúde deles é mais fácil fazer com que eles tenham continuidade e tenham frequência e que eles não parem após esses 90 dias. O nosso intuito é dar um pontapé para que eles tenham uma vida saudável durante muito tempo”, comentou Ivan.
Eduardo Bayerlein, representante do Centro de Treinamento Hangar 42, é um dos parceiros que abre as portas para esta iniciativa do Poder Judiciário, apostando que este é um pontapé inicial para que as pessoas mudem seus hábitos. Falou também sobre a prática da calistenia, treinamento feito com o uso apenas do peso corporal. “Elas vão ter a oportunidade de conhecer a calistenia e o benefício que isso traz é a praticidade, a versatilidade de você conseguir executar esse tipo de treino em qualquer ambiente onde você esteja. Elas vão sentir no próprio corpo o benefício disso”, afirmou.
*Com informações da Assessoria de Comunicação do TJRN.